Você já ouviu falar do Caremap?

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Boston Childrens Hospital Caremap

Idealizado pela Universidade Duke juntamente com o Hospital da Criança de Boston, esse aplicativo possui uma grande diferença quanto aos seus similares, Carekit e ResearchKit.
Disponível gratuitamente na App Store, para aparelhos com o iOS 9.3 ou superior, essa ferramenta é destinada a crianças que precisam de atenção diária. Indicado aos pais ou cuidadores da criança, inicialmente é necessário cadastrar um perfil do usuário contento suas informações necessárias como doenças, alergias, medicamentos, dicas, procedimentos médicos (cirurgias, hospitalização) e mais.
O aplicativo salva todas essas informações no aparelho. Segundo David Y. Ming, assessor Clínico do App, ele funciona como um organizador de dados clínicos relevantes da criança e destaca os objetivos gerais do tratamento. No panorama diário, há algumas informações que você pode coletar como: dores, humor, sono, exercício, nutrição, peso, convulsões, etc. Depois de ter preenchido todos os itens necessários, o coração que lhe mostra as atividades diárias ficará cheio, indicando que todas as tarefas de coleta de dados para aquele dia foram feitas — esse passo funciona como uma checklist, para você não se esquecer de verificar nada em relação à saúde do seu pequeno.
No momento nesse aplicativo só está disponível para cadastro de uma única criança. Mas, posteriormente os desenvolvedores trarão atualização par aumentar essa opção. Com isso, já facilita bastante para que os pais, responsáveis ou próprio usuário não precisem andar com consultas médicas e relatórios em mãos. Aproveite essa experiência!
*Com informações do Portal MacMagazine

Desfralde do bebê: Qual o tempo e a melhor maneira de fazer esse procedimento?

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Quando o bebê está crescendo e ganhando autonomia, o desfralde é o momento mais crucial para os pais. A “hora de largar a fralda” é o começo de uma série de ações que animam e preocupam os pais ao mesmo tempo. De acordo com os Pediatras, realizar esse processo no verão é o melhor momento porque a criança está usando menos roupas. Além disso, por causa do calor a criança perde muito liquido pela transpiração. Quando o bebê está crescendo e ganhando autonomia, o desfralde é o momento mais crucial para os pais. A “hora de largar a fralda” é o começo de uma série de ações que animam e preocupam os pais ao mesmo tempo. De acordo com os Pediatras, realizar esse processo no verão é o melhor momento porque a criança está usando menos roupas. Além disso, por causa do calor a criança perde muito liquido pela transpiração. Se você é mãe ou pai de primeira viagem, tenha paciência! Essa não é uma tarefa simples. Mas um pouco de carinho e compreensão é necessário. Você primeiro deve observar se seu filho está preparado para este momento. Como esse período é relativo, os pais ou responsáveis devem atentar-se aos sinais de prontidão. Esses sintomas podem ser físicos, cognitivos ou comportamentais.  Andar com firmeza é um sinal físico fundamental. Observar se a criança se incomoda quando está molhada de xixi ou suja de cocô também é outro ponto a ser considerado. Outros sinais é observar se o bebe demonstra interesse em usar calcinhas ou cuequinhas e se ele demonstra interesse quando os pais estão no banheiro. As crianças não se adaptam a mudanças repentinas. Portanto evite realizar o desfraldamento em prática com outras grandes mudanças como: mudar de casa, viajar, dentre outras possibilidades. Veja aqui outras dicas para ajudar nessa etapa:

1. A partir dos dois anos de idade, a criança pode ser estimulada a deixar as fraldas. Nessa idade a criança já tem condições de segurar a vontade e controlar os músculos e nervos do ânus e da uretra.

2. Como já foi dito, a melhor fase para fazer a transição é no verão, porque as crianças usam menos roupas, transpiram mais e diminuem o xixi.

3. É interessante observar pela manhã se a crianças acorda na maioria das vezes com a fralda toda seca. Quando isso acontece por noites seguidas está na hora de arriscar. Se a criança voltar a fazer xixi durante a noite pode voltar às fraldas e dê um tempo. E não ofereça líquidos antes de dormir.

4. É importante acordar e informar na escola sobre essa nova etapa na vida da criança. Esse diálogo é fundamental para o bom andamento da situação. Na creche a retirada da fralda é mais fácil porque a criança se espelha em outra, querendo igualar-se aos colegas. Converse coma professora!

5. Não recrimine nem demonstre frustração quando o xixi ou coco escapulir. A criança precisa de estímulos para a próxima vez. Quando ela acertar comemorações e elogios são muito bem-vindos!

6. Para facilitar essa transição, o Portal bebe.com.br elaborou um passo a passo que pode ser seguido antes do início desse processo:

1ª semana

Leve o pequeno ao banheiro a cada duas horas para fazer xixi. No caso do cocô, respeite os horários de costume. Espere sempre ao lado dele, sem apressá-lo, até que finalize a tarefa. Limpe-o e vista a cueca ou calcinha. Vale cantar parabéns e festejar as primeiras vezes do xixi e do cocô no peniquinho.

2ª semana

Continue levando a criança para fazer xixi e cocô, mas deixe-a sozinha no banheiro. Peça que chame quando tiver terminado. Recaídas são esperadas, jamais dê bronca. Em vez disso, diga coisas como: “Você fez xixi na calça, mas não tem problema. Dá próxima vez conseguirá chegar a tempo ao banheiro”.

3ª semana

Deixe a decisão de ir ao banheiro por conta da criança, mas pergunte se ela não está com vontade pelo menos umas quatro vezes ao dia. Atenção: quem limpa o pequeno são os pais, mas mostre a ele como se faz. Nunca se esqueça de apertar a descarga e lavar as mãos (as suas e as da criança) depois de usar o banheiro. A criança aprende com o exemplo.4ª semanaAgora não pergunte nem ofereça. Deixe que a criança vá ao banheiro por conta própria. Tenha paciência nessa hora.

Dicas para as crianças se divertirem na própria cidade

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Espaço Cultural UNIFOR

 

O período do recesso escolar está se aproximando. Infelizmente alguns pais não conseguem conciliar sua folga do trabalho neste período. Por isso, fica complicado fazer uma viagem longa com a família. Mas, nesse mês é possível programar várias atividades para as crianças fazerem em sua residência e marcar programas por diversos locais da sua cidade. Seja ao ar livre em parques ou ir ao shopping para brincar, e vale até conferir as novidades dos filmes em cartaz no cinema. O que as crianças querem é aproveitar! Uma boa alternativa também é procurar Colônias de Férias oferecidas em diversos locais de Fortaleza. O que não falta são atrações neste mês de Julho. Fuja das tecnologias e prepare uma programação bem diversificada para os pequenos. Veja a lista a seguir:O período do recesso escolar está se aproximando. Infelizmente alguns pais não conseguem conciliar sua folga do trabalho neste período. Por isso, fica complicado fazer uma viagem longa com a família. Mas, nesse mês é possível programar várias atividades para as crianças fazerem em sua residência e marcar programas por diversos locais da sua cidade. Seja ao ar livre em parques ou ir ao shopping para brincar, e vale até conferir as novidades dos filmes em cartaz no cinema. O que as crianças querem é aproveitar! Uma boa alternativa também é procurar Colônias de Férias oferecidas em diversos locais de Fortaleza. O que não falta são atrações neste mês de Julho. Fuja das tecnologias e prepare uma programação bem diversificada para os pequenos. Veja a lista a seguir:

1. Apresente os Museus e Espaços Culturais – em Fortaleza temos diversos espaços culturais: Museu do Ceará, Museu do Automóvel, Teatro José de Alencar, Museu da Fotografia, Espaço Cultural Unifor, Caixa Cultural, dentre outros. Durante o ano esses locais tem uma programação recheada de atividades, e, na maioria das vezes, as visitas são guiadas. Esse é um bom momento para apresentar a historia da cidade e as diversas formas de arte existente. Um bom momento de lazer e cultura para os pequenos.

2. Leve as crianças ao clube – Mesmo que você não seja sócio de nenhum local, há algumas opções de lazer que podem ser adquiridas na forma de diária. Nesses locais as piscinas infantis são dominadas pelas crianças e seus brinquedos. Além disso, o que não falta são espaços para jogar futebol e outras modalidades esportivas! Domingo é um ótimo dia para o Clube.

3. Visite os parques ou algum lugar verde – Leve seu filho para um passeio ao ar livre! Temos alguns parques no Estado, com trilhas e cachoeiras. Aproveite também este momento para montar brincadeiras no parque e andar de bicicleta. Mas, procure um local adequado e sem muito transito. Outra boa pedida no parque são os piqueniques!

4. Leve as crianças ao Zoológico! – No Zoológico Municipal Sargento Prata tem 140 animais de 40 espécies, com animais de maioria da fauna brasileira. O local está aberto a visitação de 9 às 16 horas. É uma ótima experiência para passeios em família! Além dessa opção, a cidade dispõe do Ecopoint, um Parque Ecológico privativo no Jóquei Clube, com diversas atividades e atrações artísticas.

5. Sessão cozinha das crianças – Essa é uma ótima opção recomendada pelos profissionais, pois além da criança se sentir fazendo parte da experiência, aproveita para provar novos sabores e integrá-los ao seu cardápio. Busque receitas voltadas para crianças. Assista vídeos e pegue receitas na internet. Elas irão adorar participar desse momento. A dica é para meninas e meninos também!

6. Leve as crianças para visitar os parentes – é importante que a criança tenha contato com outras pessoas da família. Avôs, avós, tios, tias, primos, irão adorar a visita e poderá resultar em brincadeiras e passeios incríveis.

7. Receba os coleguinhas ou familiares pequeninos em casa –  crianças adoram passar um período longo com outra criança. É bom para o desenvolvimento e estabelecimento de vínculos afetivos. Mas é necessário estabelecer regras para as brincadeiras e tempos específicos para as coisas. Os especialistas advertem que televisão, vídeos e jogos eletrônicos não podem ultrapassar três horas do dia.

8. Incentive a leitura, mesmo nas férias – Esse momento é de suma importância. Apesar de estar de recesso escolar, a criança está em constante desenvolvimento. Então, tudo é aprendizado. O hábito da leitura é importante, pois aumenta o vocabulário, auxilia na concentração, além de realizar diversos benefícios. Aproveite esse momento de lazer para visitar as livrarias e conferir as novidades infantis.

Pelo direito fundamental de ser criança

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1 Mary Eming Young, 62 anos

Toda criança, desde o nascimento, tem direito a mais do que somente registro no cartório e acesso a saúde, moradia e nutrição. Além de tudo isso — e do cuidado amoroso de um familiar — ela precisa e deve ter a garantia de um ambiente que favoreça o livre desenvolvimento de suas habilidades e virtudes. É assim que pensa a doutora em saúde pública e pediatra americana Mary Eming Young, 62 anos. Ela visitou Fortaleza para participar do Seminário Internacional Mais Infância Ceará, articulado pela primeira-dama Onélia Leite.

Como diretora do Centro de Desenvolvimento Infantil da Fundação de Pesquisa de Desenvolvimento da China e conselheira sênior do Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade Harvard, Young defende que empregar tempo e capital nesse estágio da vida é garantia de um futuro mais justo e equilibrado. Por causa disso, ela critica alguns políticos não se mostrarem favoráveis a fazer esse investimento contínuo, considerando que o retorno só poderia ser visto e sentido 20 anos à frente — e não ao longo de suas gestões.

Com o olhar firme que vez por outra se deixava fechar na consequência de um sorriso, Mary Young falou (em inglês traduzido pelo intérprete Nícolas Ayres) ainda sobre a relação da primeira infância com a pobreza e citou lugares onde, na sua perspectiva, o investimento nas crianças e, principalmente, no brincar, tem trazido bons resultados.

O POVO – Qual a senhora acredita que seja o direito básico menos assegurado pelo poder público às crianças em seus primeiros anos de vida?

MARY YOUNG – As crianças quando nascem ainda não têm os direitos fundamentais garantidos. Principalmente o direito de brincar e o direito para o seu desenvolvimento completo, holístico. Não simplesmente o físico, mas o desenvolvimento social, de uma forma bem geral. Então, internacionalmente, o que se busca hoje é que as crianças tenham assegurado esse direito de forma holística, que passe para além do desenvolvimento físico e que abrace todas essas outras dimensões do desenvolvimento social, econômico, familiar.OP – De que forma a situação de pobreza em que vivem muitas famílias, principalmente nos países subdesenvolvidos e emergentes, prejudica o desenvolvimento das crianças?

MARY – Esses primeiros anos da vida da criança a gente já sabe, a partir do desenvolvimento do cérebro, que são fundamentais para o desenvolvimento geral. Então a pobreza, quando compreendida como a falta de comida, de acesso a serviços de saúde pública e à escola, prejudica bastante esse desenvolvimento. A pobreza afeta porque a criança fica privada de todos esses fatores que são fundamentais.

 

OP – A senhora tem experiências em diferentes partes do mundo, a exemplo da Europa, da Ásia, da África e da América Latina. Esses lugares mantêm algum aspecto em comum sobre o cuidado com as crianças?

MARY – Os países são separados. Tem os países desenvolvidos, que estão num estágio bem mais avançado em relação ao cuidado que prestam às crianças na primeira infância, como os países nórdicos, Escandinávia, que têm uma atenção bastante ratificada nas crianças nesses primeiros anos no sentido de garantir o desenvolvimento delas. E outras regiões, países em desenvolvimento, que ainda estão muito atrás. Vejo alguns progressos feitos aqui na América Latina, Colômbia, Peru, Chile, que já avançou bastante principalmente focando nas crianças que são oriundas das famílias mais pobres. Os maiores déficits, lacunas, são nos países africanos. Cerca de 60% das crianças (na África) não conseguem ter um desenvolvimento normal porque não têm ainda acesso a alimentação, serviços de saúde pública. Os melhores avanços podem estar acontecendo agora aqui na América Latina. Se tirar, obviamente, os países mais desenvolvidos que já estão num patamar interessante de cuidado às crianças.OP – Como o Brasil está situado nesse contexto?

MARY – O Brasil tem progredido, tem realizado avanços bastante significativos. O programa (federal) Criança Feliz tem sido um. E aqui no Ceará também. Há uma vontade política, uma decisão política muito forte de prover todos esses serviços nos primeiros anos. A gente já tem conhecimento de que se nós não tivermos um desenvolvimento muito bem feito das crianças nos primeiros anos não vamos conseguir potencializar todo o capital humano delas para que possam encarar o mercado de trabalho com as exigências do novo século.

OP – Problemas que os governos sentem na ponta, como baixa escolaridade, violência urbana e descuido do meio ambiente, por exemplo, são costumeiramente apontados pela gestão pública como fatores que devem ser solucionados na infância, principalmente com a ampliação da oferta de educação. A senhora percebe que essa constatação tem surtido efeitos?

MARY – É importante frisar que o primeiro passo é reconhecer que esses problemas que você citou são relacionados, têm uma raiz muito forte com os problemas que essas crianças tiveram na primeira infância. Já há pesquisas econômicas realizadas aqui no Brasil que deixam bastante claro que o investimento que você faz na primeira infância é fundamental para que depois você possa vir a colher os frutos de uma melhor sociedade, com menos evasão escolar, crianças com melhor nível de escolaridade, mais respeito ao meio ambiente. Mas, isso é complicado porque é um retorno a longo prazo, de 10, 20 anos, para romper esse ciclo intergeracional de pobreza. Os investimentos precisam ser feitos de forma pesada agora. Para os políticos não parece ser muito atraente investir agora e só visualizar um retorno daqui a 20 anos quando essas crianças chegarem, por exemplo, no mercado de trabalho, mas é fundamental que os governos continuem caminhando nessa direção. Se você fizer isso, tem garantia de retorno. Terá cidadãos mais escolarizados, menos violência, pessoas com mais capacidade de encarar os desafios do mercado. É difícil, mas é fundamental que o governo mantenha.OP – Políticas públicas de curto, médio e longo prazo para a primeira infância. Quais devem ser tomadas a partir de agora?

MARY – Estão todas muito bem conectadas. Os resultados são como uma escada. A partir do momento em que você faz esses investimentos corretamente na primeira infância, terá crianças mais felizes, crianças com condições de ter acompanhamento escolar bem melhor. E, obviamente, mais saudáveis, com melhores condições de progredir. Aí eles vão passar dos primeiros anos de escolaridade para o ensino do segundo grau e tudo isso vai conduzir até uma idade mais avançada onde elas vão estar muito mais preparadas para que possam continuar sua vida de estudante, se assim desejarem, e obviamente chegar ao mercado de trabalho com possibilidade bem maior de ter melhores rendas. Crianças que conseguem passar por todos esses caminhos chegam com uma possibilidade bem maior de auferir melhores salários, melhores profissões.

OP – Tem se falado numa tendência de diminuir a idade obrigatória para a matrícula de crianças em creches ou pré-escolas, que hoje é de quatro anos. A senhora concorda?

MARY – Três e quatro anos acredito que já seja um pouco tarde demais. Na verdade, a gente precisa ter cuidado e entender que, para essa faixa etária, as pessoas mais importantes nas vidas dessas crianças são pai e mãe. A gente precisa entender e dar o suporte necessário para que os pais e as mães saibam de fato quais seus papéis no desenvolvimento da criança. E não é simplesmente reduzindo a idade para três anos ou menos que isso e tentando trazer a escolaridade já para essa idade que a gente vai conseguir ter um desenvolvimento da capacidade total dessa criança. O importante para essa faixa etária não é que elas aprendam a ler, a escrever, a reconhecer os números. Na Finlândia, até os sete anos de idade, as crianças não têm uma pré-escola. Vão para a creche e tudo o que elas fazem lá é baseado na brincadeira, porque elas estão desenvolvendo outros tipos de habilidades mais suaves, convivência interpessoal, criando as condições necessárias para que elas possam aprender as outras disciplinas futuramente. Até sete anos essas são tratadas por educadores altamente treinados em um ambiente onde elas estão para se divertir, para aprender a conviver e ter um aumento da sociabilidade. A partir daí elas vão começar a fazer reconhecimento dos números, das letras. Mas, até essa idade, o fundamental é que elas possam se divertir e se desenvolver como pessoas. E não diminuir a idade para que traga a escolaridade, não é isso.OP – A senhora tem filhos? Quais foram os desafios sentidos na criação deles?

MARY – Tenho três filhos, o primeiro com 35, o segundo com 25 e o terceiro com 19 anos. Quando o primeiro nasceu, eu ainda estava fazendo residência em pediatria, estava muito ocupada com os estudos, aí meus pais moravam aqui em Brasília, meu pai era professor na UnB (Universidade de Brasília), e mandei meu filho para passar uma temporada aqui com os meus pais. Depois, quando os outros dois (filhos) vieram, eu já estava bem mais experiente, já tinha um conhecimento bem mais apurado em relação ao papel do pai e da mãe na interação com as crianças, de ter um diálogo maior, a convivência do dia a dia, que tudo isso é muito importante para o desenvolvimento da criança. Notei com muita clareza a diferença do desenvolvimento dos dois mais novos para o mais velho. Vi que os dois mais novos se desenvolveram bem melhor e credito isso a essa interação que pude visualizar e ver na prática, que tive condição de dar aos dois mais novos e não tive condição de dar ao mais velho.

OP – O que a senhora pensa sobre a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade?

MARY – Não conheço a realidade jurídica do Brasil, mas, como médica, posso dizer que com 16 anos de idade você ainda tem uma criança. A adolescência está se desenvolvendo naquele momento. Por exemplo, a capacidade de controlar a impulsividade. São coisas que ainda estão em desenvolvimento. Nós precisamos dar uma chance para que essas crianças cheguem ao total desenvolvimento do seu cérebro para que elas possam passar por todos os estágios que precisam passar. E, até mesmo com 17, 18 anos, a gente vê casos em que as crianças não estão totalmente desenvolvidas, não chegaram ao seu desenvolvimento pleno.

Perfil

Mary Eming Young tem 62 anos, nascida no dia 4 de agosto de 1955. Além de ser mãe de três filhos, ela é pediatra pela Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, e doutora em saúde pública global e desenvolvimento infantil. Já trabalhou no Banco Mundial e, atualmente, é diretora do Centro de Desenvolvimento Infantil da Fundação de Pesquisa de Desenvolvimento da China, além de conselheira sênior do Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade Harvard e professora-adjunta de Pediatria da Hawaii Medical Center. Embora trabalhe na China, ela mora em Washington, D.C.

PERGUNTA DO LEITOR

Rui Aguiar, coordenador do Unicef para Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte

PERGUNTA — Como envolver diretamente as crianças no processo de desenvolvimento infantil? Como ouvi-las e potencializar a participação delas na tomada de decisão?MARY YOUNG – Só há uma forma: engajar mais as crianças nos programas. Precisamos garantir que essas crianças tenham voz. Precisamos empoderá-las, entender qual a mensagem que essas crianças estão passando para a gente. Certamente a gente precisa ouvir mais as crianças e entender seus direitos para garantir que eles sejam efetivados.

Traduzido para o português por Nícolas Ayres, tradutor público juramentado e intérprete comercial

ENTREVISTA CONCEDIDA AO JORNAL O POVO.

Som sempre na medida!

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O som muito alto pode ser extremamente prejudicial para audição do seu filho. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há em torno de 280 mil pessoas no mundo com problemas auditivos , e cerca de um quarto deles têm início na infância. Esse dano pode e deve ser evitado com algumas ações:

– Nunca ultrapasse o volume médio da televisão e evite expor o bebê a muitas horas perto do aparelho. Se tiver que regular que seja sempre pra baixo;
– Queima de fogos no final do ano, por exemplo, pode danificar a audição. São emitidos cerca de 140 dB durante a queima;
– O uso do fone de ouvido deve ser moderado e também dentro do limite médio de potência.

Não custa salientar que o sistema auditivo é um órgão muito sensível e delicado. Ele é facilmente passível à lesões. Por isso, é sempre bom ouvir músicas leves e programas no volume recomendado.

Dicas para proteger os bebês e as crianças da exposição solar incorreta!

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– Faça passeios curtos com o bebê. Somente pela manhã, até 10h, ou no fim da tarde, após 16h. Sempre com chapéu ou boné, com roupas leves e frescas;

– A pele da criança, apesar de ser mais resistente do que a do bebê, ainda é muito sensível ao sol;

– O uso de protetor solar para bebês menores de 6 meses deve ser feito somente por orientação médica. Porém, O FDA não recomenda o uso de protetores solares, em bebês com menos de 6 meses de idade, devido a sua maior absorção através da pele do bebê;

  Para crianças entre 6 meses e 2 anos, escolha um protetor solar composto por filtros físicos (está escrito na embalagem), pois é mais seguro para esta faixa etária;

– Acima de 2 anos, o protetor solar indicado ao público infantil leva em consideração as características da pele da criança. Converse com o seu pediatra ou dermatologista para saber qual é a melhor indicação;

– O FPS indicado para a criança é sempre acima de 30. Se a pele for muito clara, prefira um acima de 40.

– Aplique o protetor de forma uniforme e não no sentido circular. Faça a aplicação de área por área e lembre das dobras e das orelhas;

– Com o passar do tempo é necessário fazer uma reaplicação na criança. Esta deve ser feita a cada 2 horas de exposição solar ou sempre após a saída da água.

– Evite o sol quando este estiver a pino. Ficar na sombra reduz em até 75% sua exposição ao sol.

Qual o repelente certo para se proteger contra o mosquito Aedes aegypti?

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Procure repelentes que contenham os seguintes princípios ativos:

IR3535

* Seguro para gestantes e crianças de 6 meses  a 2 anos, sob orientação médica

* 2 horas de proteção

* Exemplo: loção antimosquito Johnson’s

DEET

* Seguro para gestantes  e crianças a partir de 2 anos, sob orientação médica

*6 horas de proteção (adulto) e 2 horas (infantil)

* Exemplos: OFF, Autan, Repelex

ICARIDIN

* Seguro para gestantes e crianças a partir de 2 anos, sob orientação médica

* 10 horas de proteção

* Exemplo: Exposis

Mas, atenção! Procure sempre um Pediatra, pois ele é o profissional mais capacitado para indicação de repelentes, além do modo certo de aplicar e a periodicidade de uso!